A falta de líderes políticos éticos no Brasil e sua relação com educação formal, valores e princípios.

Temos ouvido há muitos anos de alguns políticos, de muitos intelectuais, de celebridades da televisão e até de filósofos da moda que a única solução para a crise moral que se abate sobre o Brasil é a educação.

Bem, se fosse assim, como seria possível que Michel Temer, formado na melhor escola de direito do Brasil, o Largo de São Francisco, se igualasse à Lula, conforme notícias veiculadas na imprensa no mês de maio de 2017?

De um modo mais geral, o que faz com que pessoas com excelente educação formal cometam as mesmas falcatruas que outras pessoas sem quase nenhuma formação?

Educação é que não é.

Pelo menos não exclusivamente.

Seriam os valores pessoais ou princípios de conduta?

Os valores que cultivamos geram princípios comportamentais e são estes princípios que fazem com que nos comportemos de um jeito ou de outro.

Valores -> Princípios -> Comportamentos

Com exemplos fica mais fácil de entender essas relações:

Um valor que muitos brasileiros cultivam é a “honestidade”. Um princípio derivado desse valor pode ser, por exemplo, “Obedecer as leis do meu país e as normas de conduta da minha empresa”. Comportamentos possíveis oriundos desse princípio seriam:

– Um político pediu-me propina para participar de uma licitação e eu recusei – “Recusar” é o comportamento que resulta do princípio “Obedecer as leis do meu país”.

– A empresa me deu um tablet para facilitar meu trabalho quando estou fora do escritório. Tenho instruções claras para não usá-lo para baixar músicas e vídeos. “Eu baixei músicas hoje usando meu celular particular” é um comportamento originado do princípio “Obedecer as normas de conduta da minha empresa”.

Em ambos os casos os princípios derivam do valor “honestidade”.

Muitos dos nossos políticos carecem mesmo é de valores positivos, não de educação.

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